quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Quando pergunto sobre um tal passado, unicamente
almojo saber qual é o seu metodo de vida.
Olho pela sacada
vejo o sol pálido, a chuva mansa...
Ha tempos tenho avistado todas as manhas o mesmo
quadro que emoldura a sua vida cinza de felicidade.
Dobro os lençois e as mantas que por hora dividimos.
Amar é ter paciencia lucida!
Observo as transfigurações dos meus pensamentos,
escuto os passos da casa alheia.
Penso nas folhas que deixei em branco!
Lembro me das calçadas solitarias da cidade cheia..
Lembro me das suas cores e seus dizeres,
me vejo tão calma.
Lembro da crença mumificada...
Da fé depositada:
Há em mim uma moça apaixonada.
Vejo o mundo num toque claro,
e toda e qualquer espera recompensada.

Andrea Kirkovits

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Re_lapso


Comandando as vertigens sentimentais,
irracionais,
através da cosmologia astrológica,
que minha voz de andrógeno reproduz ao pé do
seu ouvido a longa distancia!
Uma distância ousada, de fazer partir!
Irônico e ambíguo,
pois de fato nós partimos!

Fera destemina e desinibida,
um animal solto dentro das suas emoções...
Impulsiva, que fareja qualquer falha
e como se fosse a carne e o osso
da perfeição não se desculpa!
Não me desculpo...

No alto das vociferações,
das emoções opostas do que quero te mostrar...
Ansiando o meu elixir preferido,
meu liquido claro, radioso, dosificado por risadas!
No alto das minhas impulsividades,
Te mostrando o que não quero,
esquecendo o que gostaria de mostrar!
Como como se fosse eu um deserto num campo de flores!
Areá semi-árida num bosque úmido!
Como se fosse eu a despida numa multidão
que quer a roupa blasfemica da ultima estação!

Meu amor oposto ao que está já do avesso...
Minhas letras de forma mais uma vez,
na forma que você desconhecerá, e,
reprovara...
Sou toda sua mas não sou toda você!
Quantas de mim, dentro de mim?
Um deserto em meio um campo florido!
Um amor que não falha e não morre nunca,
independendo de suas condições.

Andrea Kirkovits
15.11.11

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Me lembrar de você.


Vou de embalo na minha calmaria proposital,
daqui de muito longe,
posso não sentir a maresia iodada apalpando
meu olfato sensitivo,
mas é tão simples como fechar os olhos e
me lembrar do ritmo do mar...
Que me faz lembrar duplamente de suas singelas promessas também.

Penso na ressonância de nossos desejos óbvios,
Penso em como eles refletem no universo que pode
conspirar para o que não esperamos,
sempre tudo tem seus dois lados magistrais,
que vem de uma obra que antecede de outras vidas...
Então começo a pensar com silogismo ardil e
questiono: o que nos aguarda?
Seremos párias?

Mas ela para sempre sua dança gestual e me diz:
Você é tudo pra mim...
Me sinto ante isto muito resposavel,
por que eu nunca tive tudo e
tudo é tanta coisa!

Eu sempre voei,
sempre.
Mas agora se existe diferença,
é que eu tenho uma rota.
E como um passaro que sempre migra pra longe do inverno,
eu nunca o temi,
então meramente terei a oportunidade
de observar a mutacão do mundo
nos braços dela,
sempre macios, e cheirosos como uma flor.
E é no minimo glorioso saber que
terei flores no inverno.

E a verdade é que eu sempre
vou querer saber qual é a nossa verdade.
Mesmo se não for para sempre,
tenho a mais dolorosa e prazerosa certeza
de que serei feliz todos os dias de minha existencia
que lembrar de você,
do fogo claro, como se fosse prata,
em seus olhos,
é o brilho do amor!
Me contentarei irreparavelmente quando me
lembrar dos seus beijos que conseguem fundir
minha racional e cauculada existencia
nas incertezas e inconstancias do amor,
resultando nesse sabor descomunal.
Nunca me esquecerei da textura da pele tua,
da delicadeza que manuzeia as suas mãos.

É só fechar meus olhos e lembrar de tudo,
no fluxo da calmaria do mar..
Do mar que arrasta em suas profundezas seu pedido
de coração inocente.
E bem ai, na frente do mar,
que estarei sempre a te esperar.

Andrea kirkovits

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Deixe Me Aqui.

Eu que já não vejo mais por pupilas alheias,
e descarto tantos semblantes empoeirados por malevolência,
que o ser humano é muitas vezes tão medíocre e
dissimulado que até este já sabem disfarçar em meio sua
engenhosidade!

Eu não quero mais o palpitar de sussurros
de opiniões sobre as minhas conclusões passageiras ( pois quem na verdade algo sabe ou anseia saber, nunca afirma: eu sei! Permanecerei em extensiva duvida, fundada de saberes sentidos.)
Deixe me leiga mesmo – que pode ser – pois assim eu
estarei mais pura e livre de sentimentos desnecessários
para poder sentir como nenhum dos que julgam, poderiam.
Poderei eu sentir cada vez mais o resplandecer do
amor em meu peito inebriado de paz.
Poderei eu colher as flores - primaveril.

Não quero mais caminhar por entre bosques obscuros
de incertezas.
Deixe me aqui, com meus livros de antanho.
Com meu corpo, mesmo que cálido, é vivo.
Com meu rosto, mesmo que serio, apaixonado.
Deixe me aqui, com o silencio de meus versos
e com a melodia da caneta acariciando o papel...
Pois não quero mais caminhar em teu bosque
que floreia de esperança por minha presença.

Abaixe tua espada, que eu não vim lutar.
Retire as escoltas, que eu não vou mais lhe exaltar.
Aquele tempo já passou, e meus versos são agora calmos.
Tenho nas mãos a formula que
me leva e que eleva a fusão do existir com o amor.
Nada mais quero, pois
o que me proporcionastes foste desassossego.

Quero eu apenas o tilintar das folhas em meus ouvidos,
e o som da caneta roçando um papel...
Quero observar, calma, a exatidão do vôo das andorinhas.
Quero eu a certeza que já tenho
que só encontro na luminosidade dos olhos dela,
certeza clara, que nem mesmo cega poderia duvidar!
Quero estudar a semântica gestual deste ser...

Deixe me aqui,
que a deveras,
as orquídeas na janela já murcharam,
o teu bosque é de arquivo morto.
Mas guarde as fotos,
por que sincera sempre fui.
Não ostente o desejo de mais, não o faça.
Deixe me aqui,
que eu já não acredito através de pupilas alheias.
Além dela,
são meus livros,
que eu conheço e não se camuflam.
Além deles, minha exatidão está na face
de estradas a serem desvendadas...
Com um objetivo apenas,
e é frutífero o que vejo e
não flores secas.


Andrea Kirkovits

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

xx

O esforço é parcialmente
o consumo da alma,
materializando-se em
tentativas...
O inebriante é que
nisto de se falar de alma,
eis a fonte inesgotável
de energia...
É este combustível
da essência:
A esperança,
que sustenta toda
e qualquer ação humana,
que culmine em boa intenção.

Andrea Kirkovits

20.09.11

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ela.

Do que eu mais sinto falta?
Sinto falta dela.
Como se, e não é exagero, faltasse uma parte minha.
E é tão verdade, que nem eu acredito, mas também não desacredito ( é como se fosse um milagre ).
E é daquelas faltas que dói:
" e de tão lindo, me dói ".

Eu sinto falto do cheiro,
cheiro de flores misturado com libido, juntos
numa efusão dinâmica!
Isso, dinâmica! Por que só de lembrar, fico inquieta...
A pulsação fica total desassossegada.

Do que eu sinto falta?
De quando eu podia observa-la indo até a sacada do quarto,
e acendia seu cigarro, dava uns quatro tragos,
e voltava,
vinha na direção de sua cama,
vinha na minha direção,
e eu sinto falta do sorriso que dilacerava seu rosto quando parecia
não acreditar que era dos seus lençóis que jazia meu corpo,
ansiando pelo seu.
Ah! Seus lençóis brancos, com cheiro das noites passadas.
Sinto falta daquele teu sorris, alegre e claro, que me sorria!

Sinto falta das suas expressões!
Adoro aquela de quando está confusa por causa de algo,
Me lembra a feição de uma criança, quando deseja colo...
Adoro quando eu fico olhando para seus lábios,
E quando ela me percebia - fortuitamente - ,
levanta descaradamente uma sobrancelha... ( você quer ? )
E minha mensagem na areia, é totalmente apagada pela sede
de saliva...

Do que eu mais sinto falta??
Mais falta?
De quando ela me chama de amor e eu pergunto:
O que foi, vida?
E ela se limita a me dizer:
Nada. Eu só queria saber se ia me responder!
E então me abraçava como se eu fosse fugir, como se eu pudesse!
Eu também sinto falta de sentir falta de mim,
Mas ela me basta e isso também já basta.


Andrea Kirkovits

domingo, 11 de setembro de 2011

xx

Me lembro de uns tempos,
tempos de antanho...
Tempos em que fui convictamente devota
ao desmerecedor,
mas o ser humano é um bicho fraco e que rapidamente,
cria rancor, mas não refiro a mim...
Pois a minha pessoa, o que resta agora é o antagonismo,
um olhar frio e devassador.
Sim! Um olhar que te atravessa,
e de minh'alma doce de poeta,
nunca mais saberás tu!

De lembranças difusas,
muitas já sem forma,
em minha mente só em silhueta na neblina
de meus pensamentos, fez-se vossa imagem.
Malevolência: Eu te acusei!
E essas lembranças metódicas,
elas não são escusáveis.

Cansada das emoções supérfluas,
sentei-me no carcere de uma montanha...
E a visão dos picos,
eu sei que é mais dolorosa - é a verdade por inteiro e necessária -
Observei a dança das folhas, sendo gentilmente acariciadas pelo vento,
Observei a terra respirando constantemente...
Toquei tropega, o véu roxo azulado, que veste as noites e
que cobre o mundo nas noites, de pura beleza.

Respirei junto da terra,
pois já de peito aberto,
no carcere, no ápice,
Já não estou envolto da sua dor;
E então do pico do mundo, da verdade mais clara,
como filha do mesmo, assim como ele, feita de matéria,
a terra gentilmente me abraçou e
eu me joguei....
Foi o sono mais profundo.

Andrea Kirkovits






segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amo.

Amo por que te amo,
sem controvérsias, sem rodeios insanos de ' nem me quer, mal me quer '.
A minha poesia agora é tão simples,
e eu sei bem disso!
Mas a simplicidade é um dos ápices do
ser humano em sua existencialidade.
E sei também que simplicidade exige muito esforço,
é uma questão de se entregar...
E o ser humano sempre cobiça dinheiro,
cobiça luxuria e sexo farto...
Come até se cansar... Gula sem pensar...
Mas eu,
Eu simplesmente amo por que te amo, e,
me alimento desse verbo, Amar.
E amo sem brechas!
Tome meu tempo e se farte dele!
Tome meu tempo,
por que agora ele é seu.
Tome meu tempo, que é o que eu tenho de mais precioso!
Fique com tudo que quiser,
pois já me destes tu, mulher...
Me destes teu amor, teus beijos balsâmicos!
Falou-me de tua alma também,
do enleio dos teus desejos.
Ah, teus desejos tão similares e compatíveis com os meus.
Não muito o que dizer, Deus de Escarlate!
Só que te amo por que te amo, e,
que amar, em Si, já viver...
O viver mais simples,
e como dito:
a simplicidade exige dedicação e entrega!
Como me vejo em você.

Andrea Kirkovits.




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

:)

O que eu acho?
Acho que ninguem te teve assim, como eu em tão poco tempo!
Sim, pouquissimo tempo.
E nossa paixão é escusavél,
Pois o tempo é matéria prima abstrata
e tão poderosa,
é magica que nós soubemos usar persuasivamente,
soubemos aproveitar!
E não amor, não duvide um segundo se quer do meu tempo,
pois sou daquelas que quando quer algo,
corre atrás até que posso abraçar.
E eu não gosto muito de meio termo,
me faz lembrar momentos meratórios...
Do neutro eu gosto,
gosto por que ele me lembra a paz!
Nem quente e nem gelido: morno por que me lembra paz e é confortavel.
Mas isso é só a mente!
O coração,
esse não suporta o tal do meio termo,
não suporta esse distancia entre a minha boca e a tua!
Não suporta não poder inspirar o amora daquela flor!
Sou daquelas que gosta de estar inteira,
inteiramente entregue.
Dou tudo de mim e não quero muito.
E se amanha não for assim,
ainda fazerá parte de mim!
Numa certeza empiricamente objetiva.

Afinal vivemos, não!?
E cada dia é mais um sonho,

uma nova vontade...
Mas vontade é uma coisa que dá e depois passa no dia seguinte.

Agora o desejo,
O desejo não.
Enquanto ele não for realizado,

em fato consumado,
continuará enrraigado em nós!
E agora, o meu desejo é você!

Andrea KIrkovits

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Calma Absenteísta.

Quem dera calma, no ritmo do fluvial,
sem mais correntezas apressadas...
Sem todas aquelas pedras ásperas, que você já conhece.
Arranhando a obra prima, que é só matéria prima,
sem mais tintas mais para manchar.
Tem carne fresca, mas que precisa ser lapidada
antes de ser forjada.
E quem me deu calma, já se foi.
Foge como essa agua, que não se pode abraçar, abrasar.
Quem me dará calma?
Pergunta periclitante!
Onde por um triz eu espero com ânsia,
olhando de soslaio,
o ruma que essa vida vai tomando:
calma absenteísta!
Intrigante ao cumulo:
Fingimos dor as vezes,
mas quando está chega de verdade, somos covardes,
desfarçando o real,
embocando na face um sorriso treinado.
É auto defesa, instinto...
Embromando o ritmo das correntezas,
Enrolando o próprio fluxo tristeza.
Que eu sei que despertei-te uma vez mais!
Posta a antiga mascara:
dupla face és tu, deusa de ébano!
Vestida sempre de cor escarlate!
E sei que entendera este sim de ciclo intermediário...
cujo hospedeiro é tu.
Quem me dera calma, quem me dera.

Andrea Kirkovits


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quero.

Fotos penduradas nas vias improvavéis da minha memoria,
Algumas cartas amassadas, mas o curinga é esperto e ele me escapa.
Frascos pequenos: malícia, persuasão, desejo...
Faro cognoscitivo interferido.
Alguns sonhos ininterruptos, de perturbar mesmo de olhos já abertos.
O que acontece já passou, pois essa realidade me transpassa os dedos,
e eu já não quero controlar - passou.
Não esperarei mais. Não serei mais.
Não contarei mais horas repetidas.
Não mais.
Algo me inspirou egoísmo, algo me assoprou altruísmo,
Algo que não foi você, alias, quem é você?
Incompreensivel, como se realmente eu tivesse nascido na época errada.
Mas é claro que a gente se esforça pra se vestir do momento atual.
É muito chato você ser uma raposa, e ficar escondido nos arbustos, esperando...
Quero mais é mostrar os dentes, quero sorrir a minha fúria, momentânea.
Quero sair daqui, ir ali.
Deitar nas relvas, lembrar que posso me lembrar.
Quero um pouco menos de compromisso, um pouco mais de improviso.
Quero que esqueçam o que sou, e olhem com os olhos mais abertos.
Eu quero me esquecer das circunstâncias por um momento.
Quero menos especificações, mais coragem de não ver.
Eu quero... Quero tudo o que não se pode dizer.
Esqueci da palavra, e, não se pode reverter.


Andrea Kirkovits

sexta-feira, 10 de junho de 2011

E então!? Valeu A Pena Amar?

Rebuscando a consciência, ponderando: foi? não foi? por que foi?
E mais que isso: deveria mesmo ter sido!?
Eu não sei mesmo, até por que não fui eu quem escreveu a história ou istória!?
Não importa se é com ou sem ' H '.
É sempre o mesmo ditame de desgosto, eu diria..
Mas esse desgosto pode ser por tanto já ter sentido o gosto.
Mas se valeu a pena?
Tudo vale a pena, quando me vejo tão atirada na minha própria existencialidade.
Para mim, todos esses episódios diários são transformados em letras de musica,
que mesmo sem saber tocar, eu vou dedilhando, eu vou tentando,
mesmo sem saber... Mas é a oportunidade de se engajar, arrojar e ousar.
Falando esporadicamente daquele amor,
existe cor transparente!?
Se sim, me avisem.. ( Ah não, estou me lembrando, gelo tem uma cor transparente ).
É isso então!? Fomos cor de gelo!?
Pelos menos fomos algo, e, talvez isso responda se valeu a pena ou não!?
Eu não respondo por dois, nem em par.
Eu sou um numero ímpar, e falo unicamente por mim.
E eu fui como um vento, que vai e que volta...
Mas agora, se foi e não quer mais voltar, não quero mais voltar.
As vezes somos tão descartáveis e essa verdade me faz pensar:
Foi? por que foi? deveria ter sido?!?
Foi tudo um grande improviso, algo assim " a solidão é o pior castigo ".
E agora essa abrangente distancia, importuna e necessária, não nos permitirá nem mesmo
xicaras de café nas ruas ingrimes e nem mesmo cigarros pra esquentar esse frio descomunal.
Não, não...
E essa verdade não é tão abstrata... Mas me diga se consegue enxergar o transparente!?
É quase como a fumaça que sairia do café, mas só quase.
NÃO! Amar esse amor parece que não me valeu a pena,
pois se foi um sentimento, e pelo que esses rumores e a língua do tempo tem me mostrado,
se foi também uma possivel amizade, se foi... Como tudo se vai, se esvai.

Andrea Kirkovits

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu sei que Você sabe que é pra Você, rs.

Foi uma surpresa sutil.
Ah, uma surpresa que eu ansiava, mas não sei se esperava.
Mas sempre, como sempre.. Belo, muito belo o momento,
mas só por que ele foi preenchido por você:
Suas cores, sempre tão incríveis.. Me deixam mesmo boba, boba
por nada, boba sem motivos e eu ADORO!
Obrigada por isso, obrigada pela sua existencialidade despercebida.
E a minha saudade!?
Ela pode esperar, claro que pode!
Mas ela só espera nos dias úteis...
Minha saudade também tem prazo.
E eu quero tanto me exaurir desta vontade de você!
Quero mais uma vez aquele aperto sutil,
seu, tão seu...
Não vou me estender, isso compromete!
Mas de fato, nunca esqueci sua doçura.
( Não, isso nunca! )

A. Kirkovits

" Eu vou invadir sua aula, queria falar sua lingua " (8)'

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Poema Antigo.

Da ultima vez que a tive na minha frente,
não fui tão sincera quanto deveria ou mesmo o quanto podia.
Ou talvez ela quem não tenha compreendido a força sutil
que existe nas palavras: eu te amo.
Tudo bem... Não culpo por ter que partir,
pois todos, uma hora ou outra sempre vão.
Fui eu quem me encantei,
e devia ter me precavido, saber que tua magica
é deveras mais forte que a minha...
Não tive nem se quer um tempo, mesmo que frágil, de te
dar aquela nota musical..
Eu nem se quer imaginei que me seria o ' até logo ' mais longo.
Ah! Me desculpe por amar seus olhos assim..
Sempre sonolentos e vivos! Vivos demais.
Seus olhos me ardiam de amor, em amor..
E agora, eu nem sei como está.
Vai mesmo deixar suas cores se desfazerem, se desbotarem!?
Pelo menos do mundo ela não me escapa!
E por mais que se corra, quando se tem uma sina,
um desejo incubado, a terra palpita, conspira,
e influencia no que queremos, e eu quero ela.
Quero, por mais que secreto, por mais que segredo.
Eu vou ver se planto amor, pra talvez te colher.
Linda, assim como a flor que existe no seu sorriso! Exagero?
Não, pois eu vejo.
Eu vejo, por que meu amor vai brotar como uma flor no deserto.
Acho que só agora pude sentir toda a história e por mais longe,
as mãos já marcaram alguns contornos.
E as suas antigas vontades? Eu as quero pra mim de novo.
Quero a sua timidez nos meu braços.
Inocente, mas não quero que acorde e veja outro alguém.
Quero que uma metade minha exista na sorte de te ver dormir tranquila,
e a outra metade viva para te ver assistindo um novo amanhecer.
Eu quero...
Quero te ver passar, ao menos com suas amigas, com planos...
Quero que você passe, desperocupada, como se não me conhecesse,
por que ai eu faria tudo acontecer mais uma vez.
E meu amor, ele agradeceria.

A. Kirkovits 02/ 08/ 2010

quarta-feira, 1 de junho de 2011

- Minha cosmovisão sobre o que é Ontognoseologia, não culmina de forma alguma sobre o que você pensa a respeito de o que é Ser e estar sendo-o, pois cada um tem seu ceará de axiologia e numa dialetica progressiva de pensamentos coerentes; nossos valores são muito diferentes, quando cada um é emanado por razões distintas. Minha visão sobre Ontognoseologia transcende o que é simplesmente Ser, pois quero o motivo de Ser-lo, quero a razão causal do cognoscitivo; eis a minha dialetica axiologica.

Andrea Kirkovits.

domingo, 29 de maio de 2011

*~ Enfeitar.

Me deleitando no desconexo, do complexo que me foi exposto e servido:
um belo coquetel verde, com canudos brilhantes, com bebidas incandescentes,
amargamente doces - como eu adoro! ligeiramente ardidas - esquenta, esquenta MAIS!
Com até mesmo novas fragâncias de malicia, e com sabores de vontade e ousadia,
que te deixam com respostas na ponta da lingua, me deixando cada vez mais persuasiva!
Esquenta MAIS, por que quanto mais, mais instiga, mais me anima!
" meu bem você me dá água na boca "...
Na cama, no bar. Na lama e no mar!
A noite se estende como que sobre um palco enfeitado de luxuria, volupia...
Contornos voluptuosos, que eu não me incomodo de contornar.
A noite se estende até o proximo beijo- roubado! tem que ser roubado, que eu gosto mais;
dá mais graça no que já é engraçado... Nunca gostei mesmo de esperar, tem que ser PÁ e JÁ...
ISSO! Tem que ser roubado... tem que ser no ato.
Tem que ser roubado, por que eu adoro procurar, testar o faro- FEROMÔNIO.
Solto a Pantera, mas não tente domar, por favor não pense se quer...
E entender? Não vamos entender além do coquetel, alem do novo mel, que já escorreu...
Mel da pinga? Ou mel da saliva?
Não vamos entender, vamos fazer, por que estou cada vez mais persuasiva,
e esse balcão fica cada vez mais apertado e pequeno que já não estão mais cabendo as minhas intenções!
Vamos fingir alguma coisa, para enfeitar mais a noite...
E eu? aaaaaaaah, minha querida... não se engane!
Por que EU.. Eu finjo tão bem que estou além de qualquer fingimento- mas confundo.
E você gosta de acreditar em toda a encenação, em toda a repercussão:
Não vive mais sem esse veneno não, e você sabe disso, e aceita a condição.
Vamos fingir algo, e andar na contra mão.
Vamos! Por que hoje enfeitaremos a noite.


Andrea Kirkovits

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Jogo-te as Correntezas.



Controversas absurdas.

Será tudo mesmo um mero negocio,

de quem pode mais e quem pode menos!?

Se for, será a mais supérflua superficialidade,

essa dicotomia desnecessária:

Mais? Menos?


Bom, devo dizer que me cansei de tentar ter essa água

guardada na concha que forma minha mão fechada.

Agora, deixarei que escorra pelos meus dedos,

meus músculos se cansaram da mesma posição,

e quero que se misture num rio desses da vida,

de forma que fique tão heterogêneo,

que eu não reconheça mais...

Que eu desconheça, como nunca tivesse feito parte

de qualquer parte minha.


Eu quero que se vá na correnteza,

no fluxo que tal, julga ser a vida.

Quero que vá, e não desejo que encontre pedras

escorregadias e com limos, quando precisar

em algo se segurar.

Por mim, se sê for, está bom.

Eu não quero mais.

Mas também não criei nenhuma aversão...

Entenda, só não quero mais...

Parece que nesta aguá, que eu depositei uma flor,

ela apodreceu, e despurificou o que era cristalino.


Borboletas não pousam mais ai,

pássaros não cantam mais perto de Si.

As borboletas que agora vem ate mim, não se aproximam tanto,

sei que elas gostam de margens calmas, sem águas turbulentas.

Por isso jogo-te num rio desse da vida...

Quero pureza.

Ah! Tanta pureza...

Que por ti, desconhecer,

eu como um reflexo, desconheço em dobro.


Está guardado,

mas eu não despojo mais beleza,

não falo mais da leveza...

Pois vejo correnteza e impureza.

Por isso despejo esse vazo,

que está muito cheio, num desses rios da vida.




Andrea Kirkovits.






sábado, 21 de maio de 2011

A ti também.

- Eu amo você, também!
( frase crucial, que foi lançada ao vento )
- Por que você me ama também?
- Eu te amo também por que eu não amo só você.
( não sei se houve arrependimento em dizer que não amava só aquele ser, pois seus olhos, AH! os seus olhos, enormes, castanhos, como se tivessem misturando tinta para pintar uma grande obra. seus olhos castanhos, aguados num verde. seus olhos observavam atentamente qualquer que fosse a minha advertência sobre a frase ao léu, no céu da minha boba. AH! seus olhos, enormes e emoldurados pelos longos cílios tão bem delineados, com a pupila de desejo deveras dilatadas. AH! como eu amo seus olhos aguados )
- Mas como você pode amar duas pessoas?
( a face branda, branca, meu Deus, tão branca, aquela face enrubesceu. parecia haver urgência e ansiedade em ter meu amor unicamente, nem que fosse só por aquele dia )
- Acho que a vida me dividiu, e fez de mim tantas. mas a que te amou desde o primeiro dia, ainda te ama, e ESSA parte, só você conhece. essa parte jamais ousaria olhar para outro como olha pra você.
( vi aquele ser enlouquecer, vi as pupilas em reflexo dilatar mais e mais )
- Como eu, que agora quero só você. Como eu, que agora, também amo só a você.
( havia temperança no vento que nos aplaudia )
- Sabes que somos um caso a parte, longe das realidades distintas. por isso, alheia a tudo, ouso dizer, que agora, eu amo só você.
( houve um silencio... um silencio grato. os olhos se fecharam, e eu quase me entristeci pelo ato, por não ver a graciosidade daqueles olhos. mas acontece que os lábios estavam secos demais, havia vento demais, frio demais, e nem se quer brisa queríamos, nós queriamos vapor. acontece que os lábios estavam sedentos demais, e os corpos ansiosos para o grande complementa, que segue todo eu te amo. e eu já não via, ali, eu apenas sentia. sentia tudo inteiramente )

[ . ]


Andrea KIrkovits.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pérolas Aos Porcos

Você já teve a impressão de que está jogando pérolas aos porcos?
pois é, eu já!
Mas os porcos pensam que elas são meramente milhos espalhados, e as comem.
Comem sem contemplar o real valor, e comem com voracidade, como se não comessem por séculos.
Ressaltando a infâmia, abstraindo a sutileza.
Ontem pude reparar o seu lado mais obscuro,
Hoje te vi como se entre o ' Médico e o Monstro '.
Assustador, desapontador. e no meio dessa formula desprevenida, numa dosagem de inconsciente, é bem ai que morre uma flor.
Cama, sofá, escada, quintal, rua,chiqueiro, algo que não seja normal;
órbitas tridimensionais:
num preâmbulo nem um pouco cognitivo!
Alguém perdeu o foco.
Alguém perdeu seus óculos lá no meio da noite.
Alguém, alguém que vislumbrou mas esqueceu de sonhar!
Exatamente: joguei pérolas aos porcos,
mas eu não sujei as minhas mãos com a sua lama, não, isso não!
Mas ainda bem que tive a coerência de guardar os diamantes.
Diamantes bem lapidados, que eu diria ser a sua kriptonita.
Diamantes se oferece a ninfas, fadas, anjos, qualquer coisa que se acredite,
menos a desalmandos, unicamente carnais, aqueles que existem, por simplesmente terem um corpo, se esquecendo da alma, da aura, da poesia,
mesmo que a mais simples.
É! EU JOGUEI PEROLAS AOS PORCOS!

Andrea Kirkovits.

sábado, 14 de maio de 2011

Cénico, cínico..
Árvores de cimento, folhas pintadas de cinza.
O incenso queimando devagar,
até o teu corpo alcançar, nesta terra fria,
subi as escadas, branquissima, quase que esqueci
que as vezes, não ter cor faz parte.
Mas foi ardente: volúpia me lembra lascivo,
e a palavra lascivo, já me devora...
A graça está no acaso:
Queima de repente.
Desejo coagulado, na face alheia afundada
no travesseiro.
Carisma, mais gole, carisma, e mais tantos goles.
Descobrindo preliminarmente.
Contra cénico:
apagam-se as luzes.
Aqui... Vêm mais um dia.

Andrea Kirkovits

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Na duvida, lê um jornal amanhã cedinho!

Pensei sobre politica, onde nenhum pensamento se concretizou,
por mais nefasto que ele fosse, ou que eu poderia fazer com que fosse, contaminando ou não com minha opinião!? Ai, já gera outra opinião ou outras, vai saber.
Por que sinceramente, muitos adoram falar mau da politica, do Estado e coisa e tal,
mas tenho uma certeza cómica e triste, de que a maioria desses que falam,
nem se quer sabem o significado da palavra Estado - na verdade não que isso fosse mudar algo-
mas é bom estar ciente do que se julga;
Como ia dizendo, tenho uma certeza triste e cómica de que de dez pessoas que julgam,
no mínimo duas delas fazem algo útil, ou humildemente tentam fazer algo, saindo da frente da televisão,
e encarando a realidade, de fato, sem que esteja protegido por um vidro fino,
um vidro que transpassa as noticias todos os dias, todos os dias...
As pessoas andam com pressa nas ruas, realmente, com muita pressa, como se soubessem que
algo vai acontecer com elas, ou esperassem ou temessem que fossem fazer parte da próxima noticia na televisão, ou algo similar isso, mas na duvida, meus caros, LEIAM O JORNAL AMANHÃ CEDINHO ( pois pode ser que algo terrivel aconteça com seu familiar ) !
Pois bem! Certo dia, li em alguma dessas historinhas moralistas, que um homem que não tinha mais nada, nem mesmo a sua integridade humana, literalmente, pois estava em farrapos, já nem se quer se lembrava do próprio nome, da sua família. Então, atravessando a rua, o pobre rapaz foi atropelado - e sempre lhe perguntavam o nome e ele disfarçava que não era para ele a pergunta ou algo assim - mas nesse momento em que ele foi atropelado, um policial lhe sorriu, e lhe chamou de 'cidadão'. Diz-se que ele morreu sorrindo, pois tinha um nome, um esterotipo... como preferirem!
Mas ai, quando somos todos cidadãos - mesmo que em suma, o direito de um começa quando o direito de outro termina - mesmo assim sendo, somos todos cidadãos! Que só sabem falar, falar, falar!
O que quero sintetizar é que, atras dessa palavra cidadão, existe uma intensa tentativa de evolução, foram tantas revoluções... Passando por principados, Estados absolutistas, parlamentaristas, e até mesmo os socialistas assiduos - por que na teoria, o Estado Socialista é incrível, justo, sensato; mas isso fica na teoria mesmo!
Enfim, quero sintetizar que não adianta falar, até por que falar as vezes só atrapalha!
Tem que haver uma coletividade! Ao invés de assistir a novela, vai saber o que acontece de verdade, vai ler um livro, vai se informar sobre os seus diretos, antes de proclamar que não os tem, pode ser que não seja como desejamos - mas nada é de graça e assim tão facil - mas temos SIM direitos! Só que existe um detalhe, meu caro, leia ATENTAMENTE um contrato, antes de assina-lo! ( na forma da Lei ).
Tem que valorizar o que se tem, pois quem sabe não poderia ter nascido na pele de uma daquelas crianças da Etiópia, que nem se quer sabem o que é não ter fome.
Quero sintetizar, que o problema, É QUE NÃO TEMOS NENHUM PROBLEMA, por isso, só para ter certeza, LEIA UM JORNAL AMANHÃ CEDINHO!
E que falar, não é nem de perto a ação certa.

Andrea Kirkovits.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Essência.


Conturbada, ou perturbada, talvez desnorteada, ela pensa:
Devo estar fazendo algo errado,
mas o que há de errado?
Já desgovernada admite não saber o por que
desta injuria descontentada.
Supõe apenas que possa ser mais uma dessas
graves falhas humanas, acarretando liames improváveis.

Enfim, indignada por descobrir uma de suas falhas por
simplesmente viver,
com ou sem santidade em sua existencialidade,
tenta expurgar todos os seus sentimentos:
Ela queria achar apenas sua mais puríssima - quase agua benta -
e mais destilada essência,
livre dos impulsos humanos.
Ela queria bem mais,
dentro de uma cegueira absurda,
Ela quis sentir o cheiro de sua própria essência.

Ela parecia querer alcançar o centro da terra
e descobrir o que lhe foge aos olhos já cegos.
Cegos por este mundo de matéria bruta e desencantada!
Onde já não há mais o vislumbre de magia...

Sentada, ela observa a verdadeira orgia dos seus pensamentos,
pois ela já estava despida dos sentimentos.
Ali, observando, ela só agonizava por não saber qual o erro,
por que para ela havia de ter algum Erro em meio sua paz
mais intima...
Mas após um tempo, indagou-se:
Será que não saber deste erro, logo não vive-lo,
é já uma forma de ser feliz? Talvez.

E quanto a sua essência, concluiu que é uma questão
de Aprovação! Isso mesmo!
Falo de uma aprovação de Ti para Si mesmo,
pois saber de tua essência é tão fatal quanto a morte,
posto que ela é teu segredo mais opaco e mais bem guardado;
Escuta-me:
Saber esta verdade é tão perigoso,
pois pode ser que essa verdade Tua, seja tão cruel,
que você não seja mais capaz de existir com ela,
quando é ela que te sustenta.

Andrea Kirkovits.

Eu Cantei.


Eu cantei, homem! E cantei!
E tanto amei-te em minha frieza de pedra, então
pense nisto: pedras são exatas, logo meu amor também foi.
Só você não viu.
E eu cantei tanto!
Cantei seus modos primitivos,
cantei até o que um dia poderiam ser nossos
futuros filhos!
Eu cantei como quando uma mulher ama um homem,
e faz sonetos do libido selvagem!
Só você não sentiu, não se permitiu!
Me desculpe, oh homem!
Pare de cerrar seus olhos assim, e enxergue,
pois eu cantei!
Eu cantei desvairadamente,
só você não ouviu!
Pare de se cobrir com escombros de tristeza!
Pare de querer fossificar a primavera em que vivemos.
E se eu te sorrio hoje, é por que eu vivi, eu cantei,
ai Deus, nós dois é que sabemos como eu amei...
Amei tanto que hoje por lisonjeio, sou toda sorriso para ti!
Eu cantei, homem!
Tão estridente, sem me preocupar com uma afinação exata,
ao contrário de di, oh Homem!
O amor, ele não tem definição,
se não não a voz de quem se amou ou ama:
Esse é seu único tom!
E eu Homem,
Ah, eu cantei...
Só você não quis ouvir.


Andrea Kirkovits

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Puro Narcisismo.


"O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso, e ambos derivam da palavra Grega narke, "entorpecido" de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza. Mas, Narciso, não simboliza apenas mera negatividade: "o mito de Narciso representa (senão para os gregos ao menos para nós) o drama da individualidade"; "ele mostra, isto sim, a profundidade de um indivíduo que toma consciência de si mesmo" em si mesmo e perante a si mesmo, ou seja, no lugar onde experimenta os seus dramas humanos (Cf.Bibliografia, Spinelli, Miguel, p.99). "

Sobre o Mito de Narciso:

Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se e viu, surpreso, uma bela figura que o olhava de dentro da fonte. "Com certeza é algum espírito das águas que habita esta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhos brilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rosto oval e o pescoço de marfim do ser. Apaixonou-se pelo aspecto saudável e pela beleza daquele ser que, de dentro da fonte, retribuía o seu olhar.

Não podia mais se conter. Baixou o rosto para beijar o ser, e enfiou os braços na fonte para abraça-lo. Porém, ao contato de seus braços com a água da fonte, o ser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão belo quanto antes.

- Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meu contato? Meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tu mesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, e responde com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazes o mesmo para então sumires ao meu contato.

Suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:

- Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menos admirar-te.



" Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.
A palavra é derivada da Mitologia Grega. Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento."

Referencias:

"Ela olha para ela em vez de olhar para ti,
e por isso não te conhece.
Durante as duas ou três pequenas explosões de paixão que ela se permitiu a teu favor,
ela, por um grande esforço de imaginação,
viu em ti o herói dos seus sonhos,
e não tu mesmo como realmente és."


"[...]
Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio
o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
quando não somos mutantes
[...]"

Permitam-me agora:

"SONETO DO AMOR MAIOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo."

Vinícius de Moraes


;)


Para os Narcisos.

E eu, alheia a tudo que me ronda.
que me rege, e que me tenta,
e que me cobiça e eu nem sei,
saio dos mares conturbados,
pois, para mais admirar-me,quero lagoas plácidas,
impecavelmente cristalinas, para que
de mim mesma, não me fuja nenhum detalhe.
Quero ver me em estado de graça,
não de ti, apenas por mim.
Tudo vem de mim.
No alto de montanhas estarei
para que não me cobices,
Ah, para que não me cobices.
É por isso que longe estou e que digo:
deixe-me aqui com essa beleza insanamente
visceral em sua grandiosidade.
Deixe-me com meus auspícios de amor próprio, inexplicável.
Viverei aqui, alheia, através de reflexos,
e um dia me calarei de tanto vislumbre.
Meu pecado sou eu mesma, por isso
Fico assim, longe,
Para que não me cobices,
Ah, para que não me cobices!
Tudo vem de mim,
tudo vive em mim,
assim como você também;
Meu único defeito, ó Ninfa,
certamente é você,
Pois sim, vives em mim.
Vives numa catedral de beleza,
Mas eu não te permito,
Pois em todo meu ser que já é feito de pecado e de luxuria,
Por viveres em mim és também um defeito meu.

Andrea Kirkovits





Join.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Não Saber.


Não sei se sou capaz de medir o espaço que ocupo,
Talvez, unicamente por que eu não saiba qual a minha dimensão!
Sei que eu não coube num caís, numa praça, nem no quarto,
no corredor e menos ainda em cima de você...
Menos ainda: quase nada... É capricho fulgas.
E não estou também pedindo medidas, ou aclamando a urgencia de meu ser,
e nem se fala em grandeza.
Me bastaria apenas saber...
Mas é muito provável que também o Não Saber já um modo de saber sobre meu ser!
E eu sei que NÃO posso parar de respirar,
Se não posso parar de respirar,
eu sei que como qualquer outro ser vivo,
Eu VIVO.
Então é isso?
Eu saberei atravez do que eu não sei?
Parece que sim! Me negar então, bastará!
Vou negar tudo, menos que vivo!
Mas agora sinto a minha respiração tão abafada,
que é como se logo mais ela fosse me levar de volta de onde eu vim,
regredindo mutavelmente:
respiração cutânea... Para apreciar meu silencio.
Mas assim ela seria automática, e, se fosse automática,
eu não mais negaria? S
e sim,
como eu me saberia?
Por espelhos? Pode ser...
Mas meu físico é só físico,
que pode até inspira-los a só Deus sabe o que!
Já não tenho me importado,
tenho pintado as unhas já por habito.
E se eu escrevo assim, desesperada,
é unicamente por que eu não sei...
Talvez se eu soubesse, ganharia dinheiro!
Escrevo por que eu não sei, e isso deve ser o que tenho de mais puro:
Não saber e querer saber!
Continuarei minha escrita precária,
até que um dia as palavras me soem de forma conexa numa mesma frase,
e seria uma frase em meio toda uma biblioteca - infinita!
Mas eu leria,
Talvez assim ME LERIA!
Procuraria e talvez saberia;
Imagino que eu seja toda essa infinita livraria:
Catedral de mim mesma!
Matéria viva de mim, em mim mesma,
do que ainda desconheço.
Um livro velho...

Andrea KIrkovits

terça-feira, 29 de março de 2011

Queens Of Noise.


Assim não dá mais não, perdi as estribeiras,
estar assim é não ter fronteira?
Perdi o dia da feira.

Alguns vícios serão expurgados de almas obliquas!
Obstinados! Assim eles estão.
Obstinados por uma vértice contrária na imaginação.

Eles se enganaram assiduamente!
Pensaram mesmo estar atuando em um filme desses de época,
Incríveis!
Mas tarda da madrugada,
bateram na porta do quarto, e pediram silencio.
E...
Foi exatamente ai que houve mesmo silencio.
Não sei nem ao certo se eles não respiraram por um tempo,
Perplexos!
O silencio foi aterrorizador.

Calaram suas vontades por uma semana!
Auto controle?
Auto flagelo?
É vicio mesmo, de não suportar a realidade,
é modo, maneira de se encontrar...

Calaram suas vontade por uma semana,
na cidade efusiva de todos os modos!
As válvulas de escape pelas decepções,
piores que os vícios,
mas que elas levavam a um vicio,
elas foram demais,
ao ponto de furarem os bolsos,
como se tivesse ainda assim tudo bem
( com o bolso furado ),
com goteiras no telhado,
e um sinal de paz e amor com a mão livre...

É o fim desse verão!
E ele me cantava ainda assim:
"Come on baby, light my fire,
try to set night on fire".
Mas não há mais a fumaça para inebriar.

Incessante esse barulho que causam as faces joviais,
e suas almas selvagens,
em pelo manicômio a céu aberto;
Inevitável.

Andrea Kirkovits


( YEEEAH! )
" Come on Baby, light My fire " (8)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sem Estação!

Essas esferas de momentaneas de frenesi,
que dominam a mente,
elas servem de armadilha, uma armadilha de mim mesma, em mim mesma!
Como pode!? Será que pode?
É mesmo possivel?
NÃO! Somente hoje...
Não posso mais admirar as fotos suas, fotos não passam de fotos!
O que me importam, se não me revelam sua real expressão, a do momento!?
Eu não poderei afirmar muito mais, esse firmamento me foge, s
em saber seu movimento!
Eu nem sei de dormi, mas acordei com teu cheiro em mim,
cheiro de verão, outono, primavera, inverno!
Como se em mim, por quase nada,
um triz da sua existencia,
me basta para despertar todas as estações!
Mas não, hoje não...
Deixe-me viver no inverno!
Quero a nevada mais cortante em meu peito, só por hoje...
Mas não sei quanto tempo pode durar este Hoje!
Hoje... Hoje... Hoje.....
E o Aqui?
Existe aqui, esxiste agora?
Existe o sentir...
Que petrificou-se em inverno,
Que perde-se em ausencia, em saudade...
Que já nem sei mais qual é teu cheiro;
nem a qual estação pertences!
E não existem Sábios para me explicar...
Eu não sou explicavel, por isso não posso lhe confirmar!
Antes de mais qualquer coisa, ou mais nada, vou me ausentar!
Pois não sei mais em qual lábio me perdi!
Não sei o nome da cor do batom que beijei!
Na verdade, sinto falta de mim!

Andrea Kirkovits!

domingo, 27 de março de 2011

Ser.

Quantas versões persuasivas podem existir para uma mesma verdade?
Sei eu? Não, claro que não!
Mas agoniza minha mente probre também o Não Saber!
Então, será que quero mesmo tudo saber?
Pois imagino que o tudo possa ser tão cruel ( em verdade ),
possa ser tão cruel quanto o nada!
Viverei de intermédio então? Não!!
Inércia? Talvez.
Mas não marasmo; estarei numa inércia intima,
inerente oa constante exercicio do meu Ser!
Ou será que já atirada ao mundo,
como , já sendo devorada por ele,
como uma pedaço de comida pelos famintos,
será que já sou eu um intermédio de qualquer coisa que queira se solidificar em forma humana?
Também não sei!
Só sei que sou.
E mais:
Talvez tanto Sou,
que alguem que não sei quem,
agora está lendo uma parte minha!
Alguém notou! ( uma faísca no escuro ).
Mas agora já estou alheia a isso.
Pois bem, então, sem muitas deixas, sou assim:
Sou um intermédio de mim mesmo!

Andrea Kirkovits.



~ Se nada é novo, e o que hoje existe
Sempre foi, por falha a nossa mente
E, se esforçando por criar, insiste,
Parindo o mesmo filho novamente!

Que do passado houvesse uma mensagem,
Já com mais de quinhentas translações,
Mostrando em livro antigo a sua imagem
Quando a escrita mal tinha convenções!

Para eu ver o que então diria o mundo
Da maravilha dessa sua forma;
Se nós ou eles vamos mais ao fundo,

Ou se a revolução nada reforma.
Estou certo que os sábios do passado
A alvo pior tenham louvado. ~

William Shakespeare

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um relato quase bobo, se não fosse Verdade.


Acho que com a simplicidade mais chula que um coração a mercê pode se enganar, eu me enganei.
Eu depositei algumas cartas por ai, até foram endereçadas corretamente,
mas de fato, não chegaram a quem eu pensei que fosse; não, não, não...chegou até a casa, mas não ate a pessoa!
Pois a Pessoa, já não era a mesma.
Suas palavras podem confundir; e como podem!? Não sei, também me confundi!
Será que confundir para Pessoa, tem a ver com amputar sua dor, causada pela outra pessoa!?
Talvez. Por que não!? Nós, seres humanos, as vezes somos da pior espécie, quase que miserentos!
Escute, Pessoa: não poderei mais deixar meu ser assim, exposto nessa sua roda de samba, agora, incabivel!
Suas histórias estão tão paralelas aquelas que me lembram Teu cheiro salgado...
E, é como se eu parecesse com a sua Pessoa, a que eu imagino que amas, mas que já não admiti, dai deposita em mim o que nela não pode; Vauvula de escape!?
É isso!? Pois bem, ainda te faço um bem?
Mas queres delapidar minha alma? Me deixando como uma borboleta, LOUCA, presa numa sala, fechada por um vidro, e depois do vidro, existe toda uma paisagem verde, e, eu como uma borboleta, tento alcança-la, mas acho que borboletas não sabem da exixtencia dos vidros; pois como para a borboleta, se é que não sou mesmo ela, fico insistindo, batendo em algo que desconheço e que é invisivel, mas está ali, de FATO; seria este invisível, um amor? Um amor incabivel nas asas frágeis da borboleta, só se for...
Não posso me dar ao luxo de sofrer, menos ainda, sofrer por engano; pois Você está se contradizendo...
Conforto que me parece a ti, comodo.. Sai assim, volta aqui pra mim, tudo sem fim,
quando seu interior, de mim, está oco, oco como um tronco que um dia deu belos frutos, e, agora encontra-se em qualquer lugar, podre.
Eu nem acho que Você vá ler, e, mencionar; mencionar?? acho que pessoas mencionam o que lhe é importante! Talvez: Existe o medo!
Estaria querendo surrupiar suas próprias lembranças!? És tão covarde assim!?
Sem coragem de antender, quando sua Pessoa, ao contrário de mim, CLARO, que está bem perto, te liga?
Ah não! Não é possível, incabivel.. Nocivo! E meu Deus, e, ai de Mim, tão, TÃO sugestivo.
O que Eu quero!? Talvez, se pudesses olhar fundo em meus olhos, veria que não tem nada de bobo, mas saberia também como eu gostaria que nada fosse verdade! É, nada de nada!
Como eu disse desde o primeiro dos primeiros dias, queria que não fosse!?
Por que eu queria que não fosse? Por que quando não sabemos, assusta, e quando assusta, me cheira a amor;
assusta por que não bem lidar com ele!
Assusta, por que provavelmente vá ler minhas letras pobres, falando de algo rico, e também não vá entender!
Mas, o que mais me assusta, é não saberes que com este "Você", me refiro imprescritivelmente a ti!


Andrea Kirkovits.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um Renascer.


Mas eu, grandioso como o vento que foi soprado e
ninguém o sentiu,
Ainda hei de renascer da sombra,
da negra rosa,
Com o fervor de quem tem vida, veias.


Como um trovão,
vou soar assim, repentina!
E as penumbras de dor no seio placido,
Também hei de cessar...

Tudo seria calmo, com a certeza da proxima estação...
O outono já vai emoldurando os momentos futuros,
com suas cores vivas; seiva de vida.

Não haverá mais um céu roxo,
pela chuva que ali habita;
Não haverão mais tarde recheadas de cor âmbar...
Tudo será azul resplandescente, e,
seriamos as estrelas!
Eu, grandiosa, sairei de minha própria dor, invicta!
Definhando devaneios inerentes aquele que também humano,
Pulou minha muralha, e,
roubou minhas rosas prezadas na janela.
Mas este, ainda vai perecer, como um fardo duradouro,
na insistencia de uma erva daninha.


E eu,
não estarei mais enfurecida:
Tudo pende ao alvorecer de uma aurora,
explodindo em meu peito inebriado.

Ali,
jazia lúcida,
a fonte que luzia em insana perpetuação...
Ali,
naquele ventre obscuro, como
cento da terra,
nasce a rebelia de um poeta...


Mas eu, por indiferença a esses humanos,
que ao meu redor, incrivelmente, transfiguram-se para urubus...
Eu, vestida com o polén que se acomoda no bico de um beija-flor,
Por tanto viver,
ainda hei de finda-me por falar com as árvores,
com as pedras!
Mas há algo que transpassa isso tudo:
Em qualquer lugar que vós posso imaginar,
uma pedra quer ter vida,
então, nela, um rosto foi de graça, esculpido! Então:
Forte, ainda hei de seu castigo invejoso renascer...
O que se vê ali, é uma mulher em desatino,
por causa de insana realidade.


Andrea Kirkovits

quinta-feira, 17 de março de 2011

Cronica Da Bailarina Apaixonada.


I
Calidos cálices eu beijei,
com as doses mais amargas,
mais assíduas em sua rispidez, que,
antes já previam sua displicencia de menina desvairada, mas, não se culpe, branca bailarina.
Há uma protuberancia em sua insanidade,
algo que salta e releva os lances já seguidos,
Os passos já executados.
-

II
Numa tarde abafada, em meio a novas plantas, e, cores confortantes,
ela deitou-se sobre garrafas antigas, esquecendo dos aplausos,
observando o novo teto de seu engenho velho, e novo...
Observou também meus passos calmos até aquela varanda amigável!
Quase lhe inspirei a uma nova dança.
E embriagada de qualquer coisa anestesiante,
Olhou-me, tropega já de martírios, em plena luz do dia,
com os olhos mais cansados, e com a cor mais animadora...
Pareceu-me que suas sapatilhas apertaram o âmago todo.
-

III
Olhou-me e disse: Sente-se, vou falar-lhe!
Pasmodico me foi o momento,
pois ficastes sã em meio segundo.
Disse-me:
Como eu poderia invadir seu universo encantador,
se eu nem se quer o mereço, e, sei o que falo,
pois sei quem sou...
Hoje não bebo pela bebida, menos ainda pelo sabor,
eu bebo pelas dores, e, esses arfares incertos de minha vida!
-

IV
Eu sujei minhas mãos,
pois segurei as palavras da moça, da atriz, até da bailarina.
Perfurei sua alma flácida por dores, e disse:
Se não fossem seus olhos tropegos, cegos pela vida,
se não fossem seus lábios sempre umidos, como favos,
e, vermelhos como o brilho purpuro de meus olhos secos,
se não fossem seus sorrisos salientes, seguidos das piadas na ponta da língua,
que aprendeu esbanjando risadas em bares da cidade alaranjada,
se não fossem até mesmo suas dores, seus deslizes, suas cicatrizes...
Suas falhas incríveis sobre este palco,
Escute bem, bailarina, se não fossem suas mãos, desajeitados e firmes,
segurando suas garrafas, e,
travadas quando querem algo sobre mim escrever,
Simplesmente se não fosse você,
apenas por ser,
Não haveriam meus poemas, nem este momento...
E aqueles sorrisos completos de esperanças,
estariam perdidos no espaço, querendo encontrar seu lugar,
Se não fosse você, iria eu sonegar o amor que consumiu antes de me sentar.
Ates de seu convite insano não só aceitar, mas também corresponder.
-

V
Não se esqueça:
Não precisas ser coadjuvante de sua própria vida.
Não precisas esquivar-se de todos os torpores,
nem de todos os amores...
Eu permanecerei em sua varanda,
convencendo-te, como no dia a beira mar, com o vento a meu pedido,
a te abraçar,
ficarei para mostrar-te que vale tentar!
Só peço que não chantageie um ego feito o meu,
plácido, mas, se corrompido, inflamado, ele explode...
-

VI
Os ares estão calmos,
as ruas vazias, a lua escondida...
Os calores já consomem mais um peito,
porém, os ares estão calmos,
e os calidos cálices,
agora estão vazios.
Pode olhar no espelho,
não há mais olheiras pregada em face tão fúnebre,
os ares estão calmos!
Desamarre seus peito,
desaperte seu âmago enjaulado.


Andrea Kirkovits.

terça-feira, 1 de março de 2011

E agora!?
O que eu poderia fazer,
se ela se transformou em meu
calcanhar de Aquiles!?

Andrea Kirkovits

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Saudade...

Não tem mais gosto, caminhando alheia aos predios.
Observando tabacarias, parando num café, lembrando...
Lembra de alguma frase longinqua minha?
Ou dos lábios furiosos cantando algo sobre você, sem premissão, será!?
Não teve muito de fulgas,
Está aqui ainda,
Obsenvando vitrines de vintage a sua moda, desce as ruas desconhecidas,
com meninas sexys defilando em passarelas imaginárias,
sem saber ao certo do hoje! Mas,
Corre para quem quando queres contar o que conquistou,
o que aprendeu, e, o que viveu!?
Quando infla suas narinas, sentindo o cheiro da chuva,
esfriando a calçada da tua rua,
O que te lembra?!
EU, me lembro de você...
Tão fácil, como se fosse o correto!
Desarrojando o peito habil.
Devassando pelo tempo que se foi,
como se ainda fosse..
Não há displicencia, nem indiferença...
Sou aquela sua amiga, que diz " mais uma vez, amar sozinha ".
Sou aquela sua amiga, que já contou assim:
" Do mundo ela não me escapa"...
Você sabe o que te digo.
E os momentos languidos, foram
traçados pela nossa volupia,
pelo impulso da vontade!
E agora o que se tem em mãos?
Dedos vazios?
Sem motivos para serem...
Além destepalavras que lhe escrevo!
Vou dizer, nesta cronica só:
Quero teu café, quero teu brilho jovial, de menina moça...
Quero a meiguice dos teus olhos pra mim, mais uma vez assim.
Quero teus sorrios efusivos e tão intimos!
Quero você em todos os corredores, todas as ruas,
Agora, eu quero você nos finais.
Eu quero você, observando as chuva que lambe o mundo,
que rege minha saudade assisdua.


Andrea Kirkovits


" Eu só sei que quero você pertinho de mim.. " (8)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Houve um amor, na hipótese do fato mais abstrato,
mas esse fato, foi consumado,
consumido,
talvez até abduzido.
Houve tanto amor, na verdade,
que pensaram ser besteira, daqueles de verão,
eu pensei que fosse mentira,
mas os pares estavam formados,
os dados jogados,
cartas translúcidas foram depositadas nas gavetas
de minha memoria...

E aquela folha, continua seca em uma comoda,
empoeirada, fosca! Morrom, cor daqueles olhos.
Com virtudes escritas em seu auto relevo,
no esqueleto da natureza...
Falha na moldura.

A primavera que me foi dada,
enfeita o espelho do oficio,
mas é inacreditável o marasmo em que foi se parar...
Mas houve amor ali,
mas talvez,
houvesse sol demais...
Flores secam assim, e,
outros ficam cegos!
E o que sobra,
são unidades separadas,
os jardins delapidados,
de uma flor só!

Pra variar,
o costume de amar sozinhos.
Por seu achar nada empírico...
Esqueceu de ouvir o farfalhar,
das folhas lhe tocando a canção certa!
Mas, neste cenário par partido,
sobram os planetas,
que se agruparam nos gametas,
de uma conspiração!
Seria nossa, toda a contradição?
O Sol, ele cega.
E o chapéu de festa, berra..
Os doces iludem,
as contorções das mesma palavra,
marcham,
em direção de onde?
Faiscas matinais.


Andrea Kirkovits


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Relato.


Eu sai desses locais abafados,
Meus Deus, como eu precisava respirar...
Com toda aquele fumaça interferindo a minha frequência, já delinear!
Sentei num dos bancos que desenham a avenida,
olhei para a Heineken dela,
e ouvi dizer se queria acompanhar!
Olhei seu caderno com letras descoformes,
Eu perguntei o que era aquilo preenchendo as linhas,
e, ouvi ela dizer que eram cronicas,
eram as cronicas de uma vida só...
Observei um pouco,
e senti que além das palavras,
necessitava da cortina do seu quarto, no embalo do vento do ventilador,
só para me acalmar, me deitar no chão do seu quarto,
com aquele incenso de patchouli que só ele tem.
Nesse tarde, de noites sucintas,
me tornei até mesmos os signos,
querendo previsões corretas sobre nós!
Algo plano, uma cama talvez...
Como recortar uma cena do tempo,
preenchendo seu ' layout ' como eu quiser,
desenhando, nas minhas manobras de insensatez!
Rebuscando previsões inexatas sobre nós!
Libra da astrologia... essa calma nostalgia!
Eu cheguei a procurar nossos reflexos difusos nas vitrines da cidade que se deixará,
sempre deixa,
e fica onde quer estar,
a mente é assim, não bastam proporções de massas corretas,
ou até mesmo espelhos que refletem para seus olhos o que você pensa que de fato existe,
Pois o estar, pode ser em simplesmente pensar!
Pensei que poderia ter sobre nós algumas previsões exatas...
Mas não passou do marasmo incendiado pelo incenso,
e eu deitada naquele chão ouvindo o arfar do seu peito já queimado de tanto em cima de mim sambar,
estando tão longe, quando na verdade mais perto está,
e eu quis mais,
por isso resolvi fechar os olhos e pensar!
E por mais que eu queira, flor, você sabe que eu falo de você, mesmo com todo o rodeio relatado,
não vai ser assim, de mãos dadas e perto quanto se quer no mesmo lugar...
Observei a cortina acariciando a parede do quarto, até apagar.
Depois, como estava restando só a bituca,
resolvi abriri a cortina,
protegida pelo vidro que já estava embaçado, e respingado das gotas
da tarde tempostuosa que já te avistava,
mas ela me conhece,
passei um batom vermelho,
e disse ao meu prefácio com a Heineken na mão:
- Sorria querida, por que hoje você será intrevistada!

Andrea Kirkovits

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tantos gostares, que vão classificando como amor...
AMOR DE QUE?
Será que já parou para pensar e descobrir no por que me amou?
AMOR DE QUEM?
Já observou como fivaca aflita por causa de você?
AMAR À QUEM?

Já pensou que talvez sinta tanta dor, que ainda não notamos?
SOFRER POR QUEM?
Se lembra dos versos afins?
SOFREU POR MIM?
Se lembra dos nosso plano de ficarmos bem?
ESCREVE MAIS DE MIM....

Que essa escrita, na verdade também não termina assim!

Andrea Kirkovits

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


Não! Eu não, meu amor!
Tive desvario, sofri ali, bem ali..
Vistes, ou, será que esta assim tão cego já?
Eu sai por ai, não sem pensar em ti,
mas hoje já é dia 28...

Antes de ontem, eu sentei na praia,
na placidez de gramados, do véu do mar..
Observei vidas,
Talvez tenha vivido aquelas também!
Observei as veias que pulsavam por ali!
Pulsaram por mim..

Talvez nesse verão estrondoso,
mesmo assim,
sintas frio sem mim!

Meu amor, eu quero sair por ai,
quero saber mais de mim,
quero mais minhas vontades,
meus ânimos,
colorir os meus graus!

Quero pegar nas mãos de meus irmãos,
quero acompanhar o crescimento,
saber dos acontecimentos,
ver as veias que pulsam ali de vida!

Meu bem..
Quero te dizer que esse amor não depende de você,
um amor não que dizer dependência!
Eu jamais te prenderia,
Quero que cante,
Quero que grite,
Quero que chore,
Quero que, como se fosse uma fera, me fira,
pois também posso gritar..
E as juras de amor, meu bem...
Elas estão sacramentadas.
Eu sai por ai, mas não sem esquecer de ti.
Sentei no coração das florestas,
sentei na beira daquela alma estonteante,
volúpia, será?
Esse é o tempo de observar,
Olhe bem,
até as veias formam mapas,
Só resta saber para onde se quer ir...

Hoje já é dia 28,
eu sai por ai,
mas, meu bem,
Juro que não foi sem lembrar de ti!
Eu sai, mesmo sabendo que sou para ti a
única folha colorida em todas as suas árvores,
mas veja bem, meu bem...
Eu sei!



Andrea Kirkovits